Um destes dias,
Acordei numa manhã já antiga.
Anos atrás, tempos passado,
Um outro diferente do que sou,
Por muito menos vida sentida.
Nesse dia ainda não te conhecia.
Ainda não sabia o gosto
do teu sorriso tímido de catraia,
nem como fechas os olhos com lascívia
quando te beijo.
Ou o ritmo que aceleras no meu peito
quando me falas de ti,
quando me contas histórias de quem és.
Nesse dia, vi-te pela primeira vez.
E senti, sem ainda saber, o sangue a correr.
No ar um perfume que nem cheirei.
Na verdade, era o dia normal.
Era a semana repetida,
em tons de pastel,
a horas diferentes e no mesmo lugar.
Nesse dia, sorriste um sorriso de espontaneidade.
Quando as dores e as mágoas ainda não o haviam manchado,
Quando a felicidade ainda não o havia aprofundado.
Nesse dia, tudo foi natural e mal pensado.
Nesse dia em que eu, acordado,
Vivi o sonho encantado,
De te viver outra vez.
14 Outubro 2009
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4 comentários e outras considerações:
Está lindo! Sabe bem ler coisas assim! Fazem acreditar em alguma coisa, e que essa felicidade pode ser possível, por muito abstracta que possa parecer. Continua a escrever coisas assim! Obrigada :)
Venham mais destes...
Bonito nandinho. O gosto de reviver. Partilho.
E a Ti por aqui? Há muito que não a "via"...
Eva: isto são elogios, são links... olha que vou ficar mal habituado!!! :P
Ti: Olha a Ti!!! (a antiga Ti, lol)... De regresso, ou de passagem?...
Su: Pois é! Há muito que me surpreende a possibilidade onírica. De nos fazer sentir o quase inimaginável. Como repetir a primeira vez. ;-)
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