05 junho 2017
Quando eu for grande... quero ser lésbica.
16 dezembro 2010
Ainda gostas de mim?
Um rebuçado vermelho... ou até azul!
Deixas-me trocar a casa de Gretel pelo teu sorriso?...
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Este inenarrável tempo que tudo cura,
Tudo muda, tudo domina e tudo mata,
Que depois da última pedra, ainda dura,
Sentou-se ao meu colo e cruzou a pata.
Que pode um poema contra tal censor?
Escrevinhar palavras sem sentido, sem amor?
Trair-te o sentimento, fingindo tudo em pensamento?
Sou poema atrasado, meu autor,
sou poema mal rimado.
Sou poema de alma,
não sou poema do mês passado.
Quem me anima é tão real como tu
E tão excelso tributo como só eu.
Tenho versos de saudade,
Dos olhos que me vão ler,
Dos sentimentos que me vão preencher,
Do brilho que vou acender,
no olhar.
Tenho palavras.
Tenho as tuas palavras.
Tenho-te a ti em cada linha,
Porque pões quanto és no mínimo de mim*.
Ah tempo; tanto tamanho, tanta quantidade,
Que nada és.
Que ainda foi ontem que aconteci
E já hoje que renasci
E amanhã serei; amanhã, reli.
Rima-me meu autor,
Meu breve humano deste dia,
A mim, poema sem fim.
E sim, ainda e sempre, gostas de mim.
* Citando Fernando Pessoa,
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
08 setembro 2010
Prova provada
Talvez agora possamos dedicar a nossa ciência a investigar coisas mais produtivas.
Eu gostava de viajar no amarelo.Alguém tem uns milhões para investir neste projecto? Chaves do euromihões por aí perdidas? Metam na caixa dos comentários ou mandem por email.
13 agosto 2010
Calcanhar-Ponta do pé
E o odiar visceralmente,
Medeia um hiato sem significado,
Se o metro estiver nivelado.
Mas dado o passo calcanhar-ponta do pé,
Existe toda a falésia do último voo,
Que atravessa o arco-íris dos sabores,
a que, insipidamente, chamámos emoções humanas.
Da paixão, à raiva, ao ódio, ao desprezo,
Até se estatelar na indiferença do tempo,
Atravessa-nos este momento de clarividência
Que o súbito e - sempre surpreendente - chão
Dá de brinde a uma queda.
É o pequeno instante da esperança,
o momento em que o pânico já combina festas.
O coração cruza todo aquele espaço vazio,
que se criou onde a superfície do desconhecido radicava.
Porque um desconhecido é possibilidade e no pior dos casos,
Uma esmola num chapéu onde se contam moedas negras;
Mas quem já se amou é um poço fundo,
onde a moeda nunca nos devolve o som da distância.
23 maio 2010
É lilás
é uma vila.
É um banco ladrilhado na pedra,
é um destino.
É uma mulher que chega e ri,
é uma fantasiosa ilusão.
É uma tarde de conversa,
é um número de telefone.
É uma paixão,
é hoje.
É sonhar de olhos abertos,
é o odor a sal e areia.
É o teu beijo, é sedução,
é partir só, no coração.
É uma onda que salta em espuma,
e me acorda,
te molha,
nos mistura.
É ali,
é agora,
é um dia.
É uma história que foi,
é o futuro.
É uma canção de embalar,
é a nossa foto.
É um primeiro encontro,
é o antes desse.
É um abraço de até amanhã,
é um até sempre.
É encontrar o filão da vida
é não ter onde o guardar.
É não ter nada de perfeito,
é ser apenas bom.
É saborear sem perceber,
é sentir.
É até que a morte nos encontre.
É o nosso amor.
É cor de cenoura.
11 abril 2010
Balada das gaivotas
Ao alcance de ondas feiticeiras,
que explodem na indiferença,
face ao horizonte alaranjado, esperançado.
São admiradoras e a seu tempo personagens
daquela matiné de beleza apaixonante,
da grandiosidade do instante.
Os dias haverão sempre de se acabar em noites.
Porque elas estarão lá, magnificamente,
para se assegurar
disso.
17 março 2010
Tributo
Qual dama de ferro que me aprisioturtura o ser e o sentir.
Fútil este fundo branco na sua tentativa de reter quem sou.
O meu poema sangra dor e rejubila alegria. E este papel não é feliz.
Tristes de vós que ledes apenas o tributo.
O tributo ao poema.
Vivei o fervor da agonia e da magnificência,
Senti o nojo, senti a utopia.
Porque só sentido,
Só sendo,
Podereis escutar o poema
Que me rima o espírito.
19 fevereiro 2010
SUSANA!!!!!!!!!!!!
Uma "humilde" homenagem hoje. (a chamdas h3, mas sem hamburguer, nem acompanhamento).
Ora, antes de mais...
E que tal assim numa ilha?
É claro!... Tinha de haver um italiano metido ao barulho!
Roda atrás, dá a mão, bate o pé, ajusta o risco à direita e em frente:
E um holandês?! Hum, Susana...
Epá! Até o Ricky Martin quer vir a este evento!!!
E sobre o facto de ninguém estar ainda dentro de água, só posso dizer...
Esta é um pouco mais pesada para um aniversário, mas tá-se bem.
Bem, está quase na hora... mas nenhuma festa fica completa sem "penetras"...
:D
Parabéns Su!
17 fevereiro 2010
18 janeiro 2010
Em conclusão, Deus não existe. E agora?
04 janeiro 2010
Coisas simples
31 dezembro 2009
O prazer das coisas simples...
Acendem em ondas. Apagam devagarinho. Ficam sempre acesas. Cintilam. Fazem corridas. E até, note-se, combinam todas as possibilidades acima descritas (é essa a primeira opção).
Será que não podiam só piscar?...
Plin...
Plon...
...
Plin...
Plon...
...
Plin...
29 dezembro 2009
Porque um poema também sofre
26 dezembro 2009
Da égide do encantamento
Numa destas últimas tardes – contando entre as vividas, apenas as sentidas – assisti, no meu costumado e nunca acostumado pôr-do-sol, a uma cor de estreia – ou à estreia de uma cor, se vos for mais conveniente.
Era vermelho.
Mas não era um vermelho “Coucher du soleil” (de marca francesa, como qualquer lápis de cor deve ser). Era diferente e único. Queria comunicar sentimentos e transmitir emoções. Não era apoiado e distante. Nem alaranjado e fugente. Não tinha as belas características sempre inenarráveis, nem as qualidades que as palavras apenas invejam a descrever – e que deslumbram os fins de tarde dos privilegiados.
Era um vermelho translúcido. Como se depois de morder o anzol, tivessem mandado pintar o céu em tons de aguarela, e a luz naquelas nuvens de arte, se houvera transfigurado em artífice vitralista.
Era um vermelho vitral. E fez-me sentir que estava na falésia do conhecimento, um passo além…
24 dezembro 2009
Pub natalícia
15 outubro 2009
14 outubro 2009
Uma manhã já antiga
Acordei numa manhã já antiga.
Anos atrás, tempos passado,
Um outro diferente do que sou,
Por muito menos vida sentida.
Nesse dia ainda não te conhecia.
Ainda não sabia o gosto
do teu sorriso tímido de catraia,
nem como fechas os olhos com lascívia
quando te beijo.
Ou o ritmo que aceleras no meu peito
quando me falas de ti,
quando me contas histórias de quem és.
Nesse dia, vi-te pela primeira vez.
E senti, sem ainda saber, o sangue a correr.
No ar um perfume que nem cheirei.
Na verdade, era o dia normal.
Era a semana repetida,
em tons de pastel,
a horas diferentes e no mesmo lugar.
Nesse dia, sorriste um sorriso de espontaneidade.
Quando as dores e as mágoas ainda não o haviam manchado,
Quando a felicidade ainda não o havia aprofundado.
Nesse dia, tudo foi natural e mal pensado.
Nesse dia em que eu, acordado,
Vivi o sonho encantado,
De te viver outra vez.
05 outubro 2009
Hmmm.... parece que ando a meter água!...
Assim tardiamente e a más horas, aqui fica este premiozinho, vulgo selo, vulgo, "ui, ui, espero que depois deste tempo todo, não tenha passado de prazo..."...
:-)
03 outubro 2009
Princípio de romance
O odor a nada que principia.
Cores e tons e nuances que ainda nem se reconhecem.
No pueril momento em que o amanhecer se inicia.
É ainda um segredo, mal se pressente.
Mas em breve o ar ruge, o odor impesta.
Logo as cores são berrantes, logo o amor explode.
E no filão dourado, perdido, dissolvido na rasteira corrente
A pepita brilha e incendeia, sem que ainda a vejam.
E quando a peneira surge.
É ouro...
É o Ouro!

