07 agosto 2008

Love

A long time ago I devised a test to prove love. As so many other things, it was inspired by a simple and everyday life event: from my window I saw a couple walking by, holding hands. «Oh, how sweet is love!»... And I wondered, how could I know that I was watching real love?...

The test began as something small and scientific: a couple would be placed in a white room, with a chair and a table. All they had to do was prove to someone else that they felt real love. I rapidly concluded that words and sex would not be enough, and so I gave up on science. The couple could do whatever they wanted, wherever they wanted. No need for a controlled environment.

The first important find was that if someone took his own life to save the other, it would probably mean they loved that person. Although not necessarily, since some people would give their life for a worthy cause... Nevertheless, this could not be my final answer. If one would have to die to prove one's love, the Earth would be filled with graving loved ones...

The needed help came from where I least expected. In law people study the nature of things. Things are divided in two groups: things that can be felt by our five senses, and the others. Well, love cannot be sense by any sense, except by the one that feels it. So, love cannot be proved, since it cannot be felt by anyone else.

At the end, my test is a failure, and love is all about trusting. In fact, today I think love is only about trust.

01 agosto 2008

Sou universal

Uma pedra que toco, olho e guardo
E é um momento, único e dilecto.
Uma árvore que esconde o Sol,
E folhas mil que o dividem em cem sóis.
O perfume da mulher que passa e é bela
Para mim?, para ela, para o Mundo.
Água! Ah! Refrescante, amiga, nos meus lábios.

Um pouco do ar que inspiro na vida,
Um nada de horizonte que olho no dia,
Este momento, agora, presente, vivente!

Ah! A certeza da infinitude!...
A eternidade neste breve instante...
Saber sentir o sangue,
Exalar a energia exultante,
Crer consagrada a criação!!!

Oh, força! Oh, vida! Oh, Universo!
E saber-me a mim universal,
Apenas porque efémero e temporal.
Ser que porque morre, tem de viver,
Quer viver!
Vive!
E é por isso,
Maior e mais,
Ser peremente intemporal.
Pedaço de universo consciente,
Um deus interior, pessoa,
Um eu, um outro.

Ser.

30 julho 2008

Randy Pausch Last Lecture: "Really Achieving Your Childhood Dreams"

But remember, the brick walls are there for a reason. The brick walls are not there to keep us out. The brick walls are there to give us a chance to show how badly we want something. Because the brick walls are there to stop the people who don’t want it badly enough. They’re there to stop the other people.
Randy Pausch, disse aqui (video) e pode ser lido aqui (pdf) (e eu soube por aqui). Sim, sim, o video tem mais de uma hora. Depois de verem agradeçam no aqui (antes deste), que foi onde eu vi também.







PS: acho que o Freitas do Amaral também publicou a sua última lição... Prontos, prontos, era uma piadita foleira...

26 julho 2008

Porque o Direito também tem direitos...

Este é um dos Acórdãos que mais me impressionou nos últimos tempos.

Dedicado a todos aqueles que têm processos em tribunal e disseram ou ouviram já a batida frase do "deixe tudo por conta do Advogado":


I - Não constitui justo impedimento, nos termos e para os efeitos do artigo 146.º do Código de Processo Civil, o “lapso” do mandatário que, em vez de alegar nos termos legais em prol da revogação da decisão recorrida, antes “contra-alegou”, sustentando o acerto da sentença e pedindo a sua confirmação.
II - Em tal circunstancialismo, o recurso deve ser julgado deserto.

Para aqueles que precisarem de explicações: o Advogado, após ter perdido uma causa, quando entenda ter existido uma injustiça, pode recorrer. Aqui o Advogado recorreu, mas por "lapso" em vez de remeter a Tribunal o recurso em que defende a sua posição, remeteu a defesa da tese contrária (que tinha sido aplicada pelo Tribunal e contra os interesses da parte que defende). Supostamente, porque anos antes teria defendido a posição inversa e terá existido uma troca de peças processuais. Não contente com tal actuação, e ao ser confrontado pelo Tribunal com o seu "lapso", veio juntar as correctas alegações de recurso e alegar "justo impedimento" (uma figura utilizada quando, sem culpa, não é possível entregar uma peça em tempo, por exemplo, devido a acidente).

Isto é público e está publicado (ver aqui o texto integral). E eu não consigo deixar de me surpreender cada vez que o revejo (e rir às escondidas).

23 julho 2008

1:20mn e outra vez 1:34mn

Clicar aqui para ver o video. :)


Eu não sei quem é.
Não percebo bem o que ela faz, muito menos como faz.

Mas sempre achei este video clip extremamente pedagógico.

(Isto, a propósito disto)

20 julho 2008

Ainda te lembras?

Na janela em que corre o vento,
Fechada, entreaberta, escancarada,
Largo os olhos e escondo os pensamentos
Largo a vida e escolho sentimentos.
Sentir.
Sentir o vento.
Só sentir.
Naquele momento.

A paisagem ignóbil,
Na sua traição, com o meu vento,
Assobia prazeres nas galhas vazias,
Sopra suspiros nas sebes rasteiras,
Treme orgasmicamente o verde da paisagem.

E enquanto iro a minha mente,
Me centro na fúria vazia de sentido,
Guerreando fantasiosos inimigos,
Acalmo e recalco angústias dormentes,
Que a febre e as drogas enterram,
Mas a vida teima em reencarnar.

07 julho 2008

Tristan's complex

Sooner or later, there is a Tristan in every men's life. A long haired, don't fallow the rules, always do what I want guy. Who gets the girl. Faster... Or even slower. Over the rainbow. On a horse. Dumb as the door. Doesn't say please, doesn't care, doesn't stay and help. He just gets the girl.

As one ends up playing the (older) dog.

I always prefer playing Tristan, when the part is available!





Hint for the title:Legends of the fall, 1994