22 dezembro 2008

(A minha primeira) explicação da Vida, do Universo e de Tudo

Ao contrário da resposta que obterão se perguntarem ao Google, a resposta não será 42. É verdade - pasmem-se os mais incrédulos!, mas -  nem sempre o Google tem todas as repostas.

O texto de hoje não trará aliás, qualquer explicação, mas somente avisos e considerações. A primeira é que os meus 28 anos me permitem ter mais dúvidas e questões, que explicações comprovadas e indubitáveis - ou até, quem sabe, certezas improváveis e opiniões acérrimas (... "próprias da idade").

Desde já adianto igualmente que esta primeira aproximação a uma explicação é simples, banal e não traz novidades. A complexidade, as questões e a ponderação terão lugar mais presente nas necessárias consequências, nas demonstrações, em resumo, nas ramificações. Por elas aguardaremos. E claro, por divergências e confluências. E talvez quem sabe, até por uma segunda explicação - corrigida e muito aumentada.

E provavelmente surgirá, igualmente por consideração às críticas dos leitores, em pequenas doses - i.e., na medida moderna de um blogue.

12 dezembro 2008

São pedras, são lixo,
São os restos do dicionário,
Palavras vazias, insípidas,
Despejadas folha abaixo,
Rebolando e também caindo,
Quebrando-se em mil pedaços,
Despedaçando-se.
Chorando.

Sem a graça da flor que brota
Ou o brilho do arco-íris.
Sem calor. Sem um sorriso.
Não aquecem o coração,
(Nem o reconhecem)
Não abraçam o significado,
Não o sentem.
São palavras sem sentido,
Lançadas à rua,
Perdidas na vida,
Na folha
No papel.
São as letras de um poema
Que a vida não salgou.
São as cantigas amadas
E sentidas.
São as vidas.
São as vidas.

08 dezembro 2008

(inspirado pelo André Sardet...)

Letras batidas, frases esquecidas
Por trás de um ecrã, a sorte,
De ser quem é, ou se finge,
Nas palavras lançadas do Norte
Ao povo, à plebe, ao blog.

De um coração perdido,
Por erros e caminhos repetidos.
Muralha construída é carcaça
Peso morto que protege
Peso morto que persegue.

Sente-se a menina,
Nas certezas fingidas,
Pressente-se mulher
Nas inseguranças assumidas.
E é bela por baixo da pele.
Mas a pele é grossa como o Mundo
Que tanto a cortou e magoou.
Que tanto a desabraçou.

Terás, mulher, em ti o segredo
De voltar a ser menina?
Terás, menina, em ti a força
De crescer e ser mulher?

Reincidência

Parece que sim...
Obrigadus! :-) (atrasadus)



Desta nina !

30 novembro 2008

Vibrar

O sangue a correr,
a vida a fluir.
Exortar a santidade do dia,
a divindade do sentir.
Exercer o ser,
existir por desejo.
Viver.

No pôr do sol,
na música que gela,
num olhar, no beijo.
No sexo.
Num carinho renovado,
no quadro da parede
numa vela, numa reza,
no riso desenfreado e sem sentido,
na avenida que passa,
na tela que fica.
No raio c'o parta.
(que seja!)

Mas exortar a vida
mas sentir o nirvana
mas galopar o momento
mas nunca morrer antes do dia.

26 novembro 2008

Síndroma do Cólon Irritável

Muitos anos após a minha morte, quando as minhas teorias verdadeiramente visionárias forem reconhecidas por serem verdadeiramente visionárias (e também pela pela sapiência e antevisão que proporcionaram), este blogue será exaustivamente escrutinado pelos detractores das minhas teses verdadeiramente visionárias em busca dos velhos e típicos erros e contradições, raciocínios com fragilidades lógicas, ou os conhecidos indícios de pacto com o demo...

Especialmente para vocês, meus esperançosos detractores (e por inspiração do grande Descartes - alguém se lembra das ideias com que ele convenceu os seus contemporâneos sobre a circulação sanguínea!?... ahahaha!) que me lêem eivados desse espírito de "criticismo científico" deixo aqui a minha teoria sobre o SCI.

Nada de falta de serotonina instestinal, como dizem por aí uns médicos e empresas farmacêuticas germano-americanas. Mas os instestinos também apanham modas depressivas?!... Nada disso, ou pelo menos, não essencialmente isso (admito dividir os louros com 2 ou 3 desses casos...). Trata-se de uma questão alérgica, provocada por renites, sinusites e parecidites. A inflamação das mucosas respiratórias enche os canais digestivos de muco microbiano e bacteriano que desce até ao intestino. O resto é a confusão que se sabe.

Notem, desde já, a perfeição desta teoria: por um lado, é baseada e duramente fundada neste único texto. O que desde logo a torna inexpugnável a qualquer tipo de invalidação de pressupostos. Por outro, ao pretender explicar parte de um Síndroma (i.e., conjunto de sintomas de causa desconhecida, ou até de múltiplas causas desconhecidas) permitirá sempre uma retirada estratégica, pois ainda que um dia se comprove a causa de 99% dos SCI, haverá sempre 1% explicável por esta minha tese.


Em breve voltarei ao tema, com argumentos sobre porque o chocolate faz bem ao SCI e às dores de garganta (porque, tal como o mel, adoça a língua!).

04 novembro 2008

Acho que assim se explica muita coisa...

Um jovem de vinte e seis anos está a ser submetido a uma operação para mudar de sexo (...) A operação começou às oito e meia da manhã (...) e deve prolongar-se até ao meio da tarde de hoje. É a quarta do género nos últimos três anos em Portugal, no [Hospital de] Santa Maria; onde decorrem também quinze processos cirúrgicos para transformação de mulher para homem - processos bem mais complicados.


(hoje, João Fernandes Ramos, no Jornal da Tarde, RTP1)