24 dezembro 2009

Pub natalícia

O já aqui recomendado www.wrongcards.com deixa a todos os leitores e stalkers do Nandissimamemnte o costumado Postal de Natal.

a christmas exegesis

Boas festas!!! ;-)

14 outubro 2009

Uma manhã já antiga

Um destes dias,
Acordei numa manhã já antiga.
Anos atrás, tempos passado,
Um outro diferente do que sou,
Por muito menos vida sentida.

Nesse dia ainda não te conhecia.
Ainda não sabia o gosto
do teu sorriso tímido de catraia,
nem como fechas os olhos com lascívia
quando te beijo.
Ou o ritmo que aceleras no meu peito
quando me falas de ti,
quando me contas histórias de quem és.

Nesse dia, vi-te pela primeira vez.
E senti, sem ainda saber, o sangue a correr.
No ar um perfume que nem cheirei.
Na verdade, era o dia normal.
Era a semana repetida,
em tons de pastel,
a horas diferentes e no mesmo lugar.

Nesse dia, sorriste um sorriso de espontaneidade.
Quando as dores e as mágoas ainda não o haviam manchado,
Quando a felicidade ainda não o havia aprofundado.

Nesse dia, tudo foi natural e mal pensado.
Nesse dia em que eu, acordado,
Vivi o sonho encantado,
De te viver outra vez.

05 outubro 2009

Hmmm.... parece que ando a meter água!...

...porque esta menina ("Esposa, mãe, professora universitária... e cunhada!") decidiu dar-me um prémio e chamar-me feio... (houve naturalmente alguns "entretantos" entretanto)...

Assim tardiamente e a más horas, aqui fica este premiozinho, vulgo selo, vulgo, "ui, ui, espero que depois deste tempo todo, não tenha passado de prazo..."...

:-)


03 outubro 2009

Princípio de romance

Um murmurar distante, quase por começar.
O odor a nada que principia.
Cores e tons e nuances que ainda nem se reconhecem.
No pueril momento em que o amanhecer se inicia.
É ainda um segredo, mal se pressente.
Mas em breve o ar ruge, o odor impesta.
Logo as cores são berrantes, logo o amor explode.
E no filão dourado, perdido, dissolvido na rasteira corrente
A pepita brilha e incendeia, sem que ainda a vejam.
E quando a peneira surge.
É ouro...
É o Ouro!

13 setembro 2009

31 agosto 2009

Cresce a areia na praia,
À medida que os carros torrados da espera
Se enchem de forças químicas e motoras.
E o entusiasmo veraneante,
Abandona a passo ventoso a calma dourada.
Um sol a vermelhar-se enquanto se achega ao mar,
As ondas indiferentes revoltando, rebolando, ressaltando.
E à medida que a paisagem se despe de gente,
Sobra no ar uma omnipresente energia de tudo
De beleza, de força, de Natureza.
A espuma branca que ensurdece como um abraço,
Todo aquele mar, enorme, perdido e entornado por ali fora,
Mal polvilhado de meia dúzia de surfistas.
Resta já só a areia que amacia os meus passos,
A distância, a imensidão infinita.
Infinitos grãos de areia, infinito céu pela galáxia,
Infinito mar até ao horizonte.
E o sol que se aninhou num algodão doce cor-de-rosa
Sumiu-se, levou as gentes, deixou o mar.
E no respeito do momento, do silêncio,
Do mais belo espectáculo do Mundo - sem tigres amestrados,
Restam emocionados os surfistas.
Os únicos que se permitem continuar a ouvir
A divina melodia do pôr-do-sol.