:-)
Agradecimentos todos dirigidos à Eva.
Que me "colou" este selo ali no vidro da frente!
;-)
13 setembro 2009
31 agosto 2009
Cresce a areia na praia,
À medida que os carros torrados da espera
Se enchem de forças químicas e motoras.
E o entusiasmo veraneante,
Abandona a passo ventoso a calma dourada.
Um sol a vermelhar-se enquanto se achega ao mar,
As ondas indiferentes revoltando, rebolando, ressaltando.
E à medida que a paisagem se despe de gente,
Sobra no ar uma omnipresente energia de tudo
De beleza, de força, de Natureza.
A espuma branca que ensurdece como um abraço,
Todo aquele mar, enorme, perdido e entornado por ali fora,
Mal polvilhado de meia dúzia de surfistas.
Resta já só a areia que amacia os meus passos,
A distância, a imensidão infinita.
Infinitos grãos de areia, infinito céu pela galáxia,
Infinito mar até ao horizonte.
E o sol que se aninhou num algodão doce cor-de-rosa
Sumiu-se, levou as gentes, deixou o mar.
E no respeito do momento, do silêncio,
Do mais belo espectáculo do Mundo - sem tigres amestrados,
Restam emocionados os surfistas.
Os únicos que se permitem continuar a ouvir
A divina melodia do pôr-do-sol.
Ontem...
passei mais de uma hora (ou à volta disso) quase parado, num daqueles engarrafamentos que dá para sair e perguntar ao castigado de trás o que é que se passa. Tudo para fazer um daqueles percusos de vinte minutos. Nada de especial... O busílis da coisa, é que todo esse tempo foi passado na 29 de Agosto.
Eu sei que isto tem um significado profundo qualquer. Só ainda não percebi qual.
06 agosto 2009
A Science publicou um estudo português
Parece que (até porque isto dos estudos, é como os computadores, cada dois meses sai um novo), a sujeição do cérebro ao stress crónico provoca alterações neurológicas que desenvolvem áreas do cérebro responsáveis por comportamentos rotineiros e habituais e diminuiem as responsáveis pela capacidade de adaptação a novas situações.
Muito giro. Assim, numa (muito) livre adaptação psicosociológica (palavra tão interessante quanto incompreensível que descobri hoje), tal estudo pode ser facilmente comprovável: em geral as pessoas sujeitas a grandes níveis de stress acabam por deixa passar a vida em actividades habituais (trabalhar, pagar a renda, ir a correr para casa, fingir que dormem duas horas) e esquecem-se do resto (e resto aqui, é obviamente o “resto” que fica depois de bem peneirar a terra lamacenta do filão). São incapazes de analisar as alterações que a sua vida vai sofrendo (envelhecem, os filhos crescem, os sonhos escapam-se). Entretanto tiram férias ou reformam-se e têm ataques cardíacos.
24 julho 2009
Parece que os cientistas descobriram que... (agora a cores...)
os Humanos brilham no escuro...
Os cientistas têm tendência para descobrir o óbvio... É o Damásio a dizer que as emoçoes influenciam as decisões, e agora estes japoneses... A mim, sempre me disseram que sou brilhante...
Os cientistas têm tendência para descobrir o óbvio... É o Damásio a dizer que as emoçoes influenciam as decisões, e agora estes japoneses... A mim, sempre me disseram que sou brilhante...
Divinais dores de dentes, prazeres machista e a imortalidade
Na eterna disputa entre criação e evolução, um dos argumentos que me impressiona é o da funcionalidade. Existem grandes diferenças entre planear um homem (e também uma mulher) e simplesmente deixar que eles aconteçam e evoluam. Uma dessas diferenças está nos dentes. Se eu tivesse inventado os dentes humanos, eles seriam como os dos cães que não ganham cáries. Ou como os dos tubarões, que nunca acabam. Já os meus são tipicamente amarelos e com uma manutenção dispendiosa em tempo e consultas a senhores sadicamente simpáticos de batas inumanamente esbranquiçadas.
Se porém imaginarmos que os dentes tinham como função mastigar por 20 ou 30 anos (esperança média de vida do “humano natural”, sem medicações, higiene ou hidratos de carbono refinados), os pedacitos de cálcio com flúor nas pontas até têm algum sentido. Até parecem bastante adequados à função.
Mais difícil de explicar, embora ainda dentro do geneticamente razoável, está o facto de ser muito mais fácil para os homens terem prazer no coito. E mais difícil para as mulheres. Assim como o facto de nenhum dos dois durar mais de um cento de anos. Imaginem que o Einstein ou o Churchil tinham durado meio milénio. Onde estariam?... Claro que aquilo que à partida não faz muito sentido, visto sobre uma perspectiva evolucionista, tem outras cores. Perdemos os telómeros dos genes e envelhecemos porque não há evolução durante a vida, só na reprodução. A questão do prazer parece ainda mal resolvida.
E será que isto prova que Deus não existe? Claro que não… apenas nos diz que a evolução tem uma explicação bastante razoável para coisas aparentemente muito estranhas.
21 julho 2009
A nós!
A nós!
O amor,
A paz!
Vinde a nós a serenidade.
O sorriso matinal de viver
E num momento esquecer,
Correr, correr.
Transporto no peito um condão
De ver neste Mundo de humanos
A breve e adocicada centelha
Que, como Midas, tudo doura,
Tudo transforma em divino.
Mas em nome de outro deus
Tudo benzo de bendito,
Tudo o que é nada e inexiste,
Do alcatrão à novela,
Deste cigarro àquele telefone sem fios.
Sou um pecador.
Tanto como um vivedor.
Mas só nos teus olhos
Sou o profeta.
Só em ti
Sou o que torna a escuridão em luz,
O sangue vermelho em paixão.
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