17 março 2010

Tributo

Estas vis palavras não são senão sarcófago da minha alma;
Qual dama de ferro que me aprisioturtura o ser e o sentir.
Fútil este fundo branco na sua tentativa de reter quem sou.
O meu poema sangra dor e rejubila alegria. E este papel não é feliz.
Tristes de vós que ledes apenas o tributo.
O tributo ao poema.
Vivei o fervor da agonia e da magnificência,
Senti o nojo, senti a utopia.
Porque só sentido,
Só sendo,
Podereis escutar o poema
Que me rima o espírito.

19 fevereiro 2010

SUSANA!!!!!!!!!!!!

Ehehe...
Uma "humilde" homenagem hoje. (a chamdas h3, mas sem hamburguer, nem acompanhamento).


Ora, antes de mais...



E que tal assim numa ilha?



É claro!... Tinha de haver um italiano metido ao barulho!



Roda atrás, dá a mão, bate o pé, ajusta o risco à direita e em frente:



E um holandês?! Hum, Susana...




Epá! Até o Ricky Martin quer vir a este evento!!!



E sobre o facto de ninguém estar ainda dentro de água, só posso dizer...



Esta é um pouco mais pesada para um aniversário, mas tá-se bem.



Bem, está quase na hora... mas nenhuma festa fica completa sem "penetras"...



:D
Parabéns Su!

18 janeiro 2010

Porque às quintas-feiras eu sou romântico...

The Lover

Em conclusão, Deus não existe. E agora?

É verdade que a afirmação do título não está (ou pode ser) provada. Apenas me tenho dedicado a explicar porque é que não tendo Deus um trenó, uma fábrica cheia de ajudantes duentes, e principalmente, não estando presente no Colombo (o maior Centro Comercial cá da rua e arredores), tantas pessoas sentem uma verdadeira fé. Remetendo o senhor de vermelho para as ilusões infantis, e a dúvida do Senhor para esoterismos filosóficos - tantas vezes tabus raivosos. A bem da verdade, o dito Centro até tem uma capela...

Vista a fé como uma utilidade para a sobrevivência nada de prova se adianta ou se retrai. Aliás, como foi já repetido, cada um com sua fé, não se pretende aqui provar ou desprimorar. Mas podemos concluir. E se Deus não existe. Resolvem-se os problemas do Mundo? Ou caímos nos infernos abismais.

De facto, em nome Deus muita maldade se fez e continua a fazer. E em rigor, Deus trás felicidade a muita gente. Entre santa inquisição, bombistas suicidas, censura, falsa modéstia e vil ostentação romana... E santa solidariedade, amor ao próximo, missões, redenção, contemplação... Elencar e mensurar lado a lado, positivos e negativos seria aqui tedioso. No fim de contas, o resultado será tantas vezes, a opção entre a felicidade e a verdade. Porque Deus nos faz felizes.

04 janeiro 2010

Coisas simples

Molhar os pés nas ondas de Maio,
Dar a mão ao meu filho, que quer atravessar uma rua desenhada a giz no parque.
Um sorriso.

A torradeira a colorir o odor da manhã, com tons de manteiga,
Um livro, um sossego, uma pausa.
Um luar quente e enorme.

Uma flor que floresce,
Uma música que formiga nas minhas costas,
Uma mensagem com um obrigado merecido.

Um belo grafito, que espera o transporte na estação,
Um novo sabor de chocolate.
Murmurar “eu amo-te”.

31 dezembro 2009

O prazer das coisas simples...

As minhas luzes de Natal não piscam.
Acendem em ondas. Apagam devagarinho. Ficam sempre acesas. Cintilam. Fazem corridas. E até, note-se, combinam todas as possibilidades acima descritas (é essa a primeira opção).

Será que não podiam só piscar?...
Plin...
Plon...
...
Plin...
Plon...
...
Plin...