18 janeiro 2010

Em conclusão, Deus não existe. E agora?

É verdade que a afirmação do título não está (ou pode ser) provada. Apenas me tenho dedicado a explicar porque é que não tendo Deus um trenó, uma fábrica cheia de ajudantes duentes, e principalmente, não estando presente no Colombo (o maior Centro Comercial cá da rua e arredores), tantas pessoas sentem uma verdadeira fé. Remetendo o senhor de vermelho para as ilusões infantis, e a dúvida do Senhor para esoterismos filosóficos - tantas vezes tabus raivosos. A bem da verdade, o dito Centro até tem uma capela...

Vista a fé como uma utilidade para a sobrevivência nada de prova se adianta ou se retrai. Aliás, como foi já repetido, cada um com sua fé, não se pretende aqui provar ou desprimorar. Mas podemos concluir. E se Deus não existe. Resolvem-se os problemas do Mundo? Ou caímos nos infernos abismais.

De facto, em nome Deus muita maldade se fez e continua a fazer. E em rigor, Deus trás felicidade a muita gente. Entre santa inquisição, bombistas suicidas, censura, falsa modéstia e vil ostentação romana... E santa solidariedade, amor ao próximo, missões, redenção, contemplação... Elencar e mensurar lado a lado, positivos e negativos seria aqui tedioso. No fim de contas, o resultado será tantas vezes, a opção entre a felicidade e a verdade. Porque Deus nos faz felizes.

04 janeiro 2010

Coisas simples

Molhar os pés nas ondas de Maio,
Dar a mão ao meu filho, que quer atravessar uma rua desenhada a giz no parque.
Um sorriso.

A torradeira a colorir o odor da manhã, com tons de manteiga,
Um livro, um sossego, uma pausa.
Um luar quente e enorme.

Uma flor que floresce,
Uma música que formiga nas minhas costas,
Uma mensagem com um obrigado merecido.

Um belo grafito, que espera o transporte na estação,
Um novo sabor de chocolate.
Murmurar “eu amo-te”.