23 maio 2010

É lilás

É uma rocha à beira-mar,
é uma vila.
É um banco ladrilhado na pedra,
é um destino.
É uma mulher que chega e ri,
é uma fantasiosa ilusão.
É uma tarde de conversa,
é um número de telefone.
É uma paixão,
é hoje.
É sonhar de olhos abertos,
é o odor a sal e areia.
É o teu beijo, é sedução,
é partir só, no coração.

É uma onda que salta em espuma,
e me acorda,
te molha,
nos mistura.

É ali,
é agora,
é um dia.

É uma história que foi,
é o futuro.
É uma canção de embalar,
é a nossa foto.
É um primeiro encontro,
é o antes desse.
É um abraço de até amanhã,
é um até sempre.
É encontrar o filão da vida
é não ter onde o guardar.
É não ter nada de perfeito,
é ser apenas bom.
É saborear sem perceber,
é sentir.

É até que a morte nos encontre.
É o nosso amor.
É cor de cenoura.

4 comentários:

eva disse...

E digo eu, que pode ser de todas as cores! :) beijinhos e continua a escrever poemas de ver em quando para alegrar o teu cantinho ;)

Jorge Luiz de Souza Jr. disse...

Me enfiei nesse lilás.!kk
Parabéns,belo poema.
Abç.

Moon disse...

É o que quisermos e da cor que quisermos!
Li tudinho! :)

nando disse...

eva: desta vez foi lilás...

Jorge Jr.: a "língua" brasileira é uma contínua descoberta! Espero que o lilás tenha arrumado espaço para você!! ;-)

Moon: isto soam-me a ideias muito democráticas!... lol


Muitas cores para todos, de volta!